(...) mas dentro do coração frio dela, uma pequena chama ainda ardia, a chama da esperança que um dia as coisas melhorassem dentro daquela confusão, e que todos aqueles sentimentos de tristeza se afastassem dela, de vez.
Ela tinha amigos verdadeiros que queriam que ela sorrisse o tempo todo, e quando estava com eles ela sorria (ou melhor, fingia que sorria, pois ninguém fazia a mais pequena ideia do aperto causado pela dor de mais uma rejeição, lhe causava um ardor enorme no estômago, lhe causava dores de cabeça insuportáveis, e embora ela sorrisse durante todo o dia, ela não era de ferro e há noite, o seu pequeno mundo de cristal partia-se em pequenos pedaços, a cada dia mais pequenos, tornando cada vez mais difícil colá-los durante o dia, aquele que em tempos foi um coração forte e feliz(...)
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