domingo, 16 de fevereiro de 2014

Seguir em frente...

Foram meses complicados, em que ele aparecia e desaparecia, como a maré sobe e desce, como as fases da lua. Mandava-lhe mensagem, assim, de longe a longe, tudo para a testar. Ele gostava da sensação de a ter na mão, de a ter a seus pés. E quando sentiu que perdeu isso, levou o seu desejo de atenção a um nível extremo, chegando a um ponto em que agiu de modo desesperado, tudo numa tentativa louca de voltar a ter a sua atenção. Nota-se logo que ele não entende a cabeça de uma mulher. Nó mulheres, amamos daqui ao infinito, corremos atrás, perdemos o orgulho, ás vezes até a dignidade, mas quando deixamos de nos preocupar, não há nada, mas mesmo nada que nos volte a fazer tudo de novo... nós mulheres somos mesmo assim, tão depressa queremos aquecer o coração de alguém, como de seguida arrefecemos o nosso, e fecha-mo-lo de tal maneira, que dele não tiram mais nada... E o problema dele, foi tê-la tomado como um dado adquirido, pensava que ela ia correr sempre atrás dele, que nunca se iria cansar. Dava-lhe falsas esperanças, partia-lhe o coração, arranjava sempre um pretexto para voltar para a vida dela. Não contava ele, que um dia ela conhecesse alguém que lhe desse valor, e quando esse dia chegou, quem se humilhou foi ele. Ela agora sorria, porque encontrou o equilíbrio, e felicidade que procurou nele e que ele não lhe conseguiu dar, e ele percebeu que precisava dela, pena ter sido tarde demais... ela agora tinha o amor, dedicação, amizade, apoio e muito mais, coisas que ele nunca lhe soube dar... ele perdeu-a para sempre - ela encontrou alguém melhor...

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